Miopia - Estudos para desacelerar o mal da era digital


Não se fala em outra coisa senão crescimento da miopia na população e confesso a vocês que os dados são alarmantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca 1.5 bilhões tem miopia e ela estima que em 2050 metade da população global estará míope. A Academia Americana de Oftalmologia também se posicionou com uma estatística global, apontando que 27% dos brasileiros já apresentam miopia.


Antes de entrar no que podemos fazer, vou esclarecer um pouco sobre o tema: Miopia é

dificuldade da pessoa ver para longe e pode ser divididas em 3 níveis: leves (até 3 graus) ,

moderadas( 3,25 a 6 graus) e altas(acima de 6 graus). As altas miopias são preocupantes pela suas complicações que vão desde o descolamento da retina, glaucoma, baixa visão e até cegueira.


A miopias podem ser:

  • De curvatura: onde há aumento na curvatura da córnea e do cristalino, essas são as mais comuns.

  • Axiais: onde há aumento do tamanho dos olhos, geralmente são miopias elevadas.

  • Congênitas: aparecem ao nascimento e também geralmente são miopias elevadas.

  • De Índice: quando muda o índice de refração dos meios.

  • Secundárias (aparecem por outras causas, ex; diabetes).

Vou incluir aqui também as falsas miopias, provocadas pelo uso excessivo de eletrônicos

portáteis, as miopias Acomodativas (essas, teremos que discutir em um artigo somente para

elas).


Mas o nosso foco aqui é para as miopias axiais, para onde os tratamentos atuais apontam para as orientações da exposição da criança ao ar livre por pelo menos 2 horas/dia e a colocação de colírio para controle. Recentemente foram lançadas as lentes oftálmicas com tecnologia de defocus. O(s) tratamento(s) tem função de desacelerar a progressão da miopia e deve(m) ser iniciado(s) logo após o diagnóstico, embora para o uso do colírio, a recomendação atual seja a partir dos 5 anos de idade.


A criança que iniciar o tratamento deve ser acompanhada regularmente (4 em 4 meses) pelo oftalmologista, com exames de refração e acompanhamento do tamanho ocular com exame de biometria.


Claudia Maestri

M.D.PhD em oftalmologia

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